É impressionante a maneira que você escolhe ficar cego. Permanecer mudo e surdo diante do mundo. Você não permite que nada te alcance, e isso é tão incompreensível pra mim, que tenho esses olhos imensos e famintos, e essas orelhas grandes e atentas. Agora tão estranho, esquisito, estrambólico. Eu tão boba, te achando em mim, querendo me encontrar em você. Tolice.
É, de fato, de bobo você não tem nada. Mas, de perdido, ainda mais do que eu.
