sábado, 22 de fevereiro de 2025

Repara no que eu não digo

 


Entre lágrimas, risos e suor, encontros, desencontros, reencontros e despedidas. Luz e sombra. Chuvas torrenciais que me alagam por todos os lados, sol que me escalda, águas que me lavam, dor e saudade, fantasmas, mentiras, desencantos, desenganos, olhos borrados no espelho, poemas mal escritos, músicas tristes. Cachorro, periquito, papagaio.

Entre desejos e escolhas, gostos e desgostos, carne retalhada, ossos moídos, distorções e dissabores. Livros empoeirados, discos e memórias roubadas, o armário vazio, a casa vazia, no barulho do silêncio, cigarro aceso, incêndios e febre. O verde daqueles olhos que nunca mais irão brilhar pra mim, o cheiro do café que só ela sabia fazer, enquanto sua voz me convidava pra viver, eu morro e ressuscito  todos os dias. Pra retornar a morrer, e a viver.

No fim, apenas mais uma tola sentimental.

“De xícara em xícara eu vou me afogar”.

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