Eu queria, por apenas um minuto, que cessasse todo esse barulho que jorra de dentro de mim e se fizesse silêncio. Eu clamo, apenas por um único minuto de nada. De um completo nao-pensar, não-querer, não-sentir. A flor da pele dói, e pede descanso.
Mas onde? No teu peito? Nos teus olhos, que me trazem ainda mais barulho? Na tua boca, que desorganiza tudo e tudo ainda mais. No teu não velado, calado, na tua falta de dizer. No teu silêncio.
No desejo que me nega, se nega, e me faz deslizar pelas palavras que ouvi (?) da tua boca pequena. Boca que me cala, e grita. No umbigo do meu eu, que vaga em busca de si. De ti. Te (me) procurando pelas esquinas, tonta, tola, torta. Perdida.



