Alívio.
Tudo bem, você
dormiu.
Eu desço pra
mais uma dose, um pouco mais de fumaça.
Enquanto você
sonha, não sou capaz de grudar os olhos.
E são tantas
as palavras escapando que não posso sufocá-las.
Enfim, o que
sou eu e estas minhas bobagens diante de tanta dor espalhada pelos cantos?
O que são
minhas meras lágrimas mudas por não me aceitares quando o sangue jorra dos
olhos de inocentes? Toda a tragédia humana, a despeito de você e eu.
Não é nada. Logo
passa. Logo você olha pro lado e agradece pelo milagre da vida, tão mais antigo
que essa imbecilidade de sentimentos medíocres que você cultiva. Ora, apenas
porque se sente só.
Tão somente
por essa ninharia de solidão. Alucinação de tristeza. Medíocre. Mixaria de
dor.
Então acorda
(?) feliz (?). Grato por mais um dia. Aliviado, pois afinal, ainda estamos
vivos. Sem virtudes, utilidades ou equilíbrio. Mas vivos. Mais um dia, vivos
(?).
Caminhem
para a luz, pequenas crianças.
B. Camozzato

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